Seis pontos para a acessibilidade na arquitetura

by AdminMDArq
2 anos ago
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Fonte: 44arquitetura.com.br

Acessibilidade  é organizar edifícios e espaços públicos seguros, saudáveis, adequados e agradáveis para que sejam utilizados pelos mais variados perfis de pessoas. Espaços acessíveis podem ser utilizados desde a sua entrada, nas suas dependências internas,  em todos os demais espaços como banheiro, elevadores, e oferecem soluções de forma autônoma para todas as pessoas.

Significa disponibilizar a informação e os serviços em diversos formatos para que todos possam compreender a acessar os mesmos. A informação disponibilizada nas telas dos caixas eletrônicos, a carta do restaurante, a linguagem em libras dos programas de televisão devem ser compreendidos e utilizados por todas as pessoas de forma autônoma, isto é, sem ter de recorrer a apoio de terceiros.

Na arquitetura, a acessibilidade busca a projeção de espaços capazes de atender a todas as demandas possíveis, sem esquecer questões estéticas, conceituais e funcionais. Apesar de não ser muito complexo, muitos projetos ainda não priorizam a acessibilidade. A seguir vamos elencar seis pontos essenciais para tornar acessíveis projetos arquitetônicos.

Fonte: 44arquitetura.com.br

1. TRAÇOS NA MEDIDA

O dimensionamento de toda a construção ou ambiente deve ser o primeiro fator considerado pelos arquitetos. De fato, é um dos critérios mais importantes, tendo em vista que facilita (ou dificulta) a adaptação do ambiente e a mobilidade.

Resumidamente, a arquitetura inclusiva deve oferecer circulação de largura mínima de 90 cm e altura de 2,10 m, além de vãos de porta de no mínimo 80 cm e diâmetro de 1,50 m para manobras de cadeiras de rodas em 360º em qualquer ambiente. Para conversões de 90º, os corredores devem ter 1,20 m de largura.

2. ACESSOS FUNCIONAIS E INCLUSIVOS

Para adaptar a construção às pessoas com mobilidade reduzida, o primeiro passo é garantir que o piso não terá irregularidades ou degraus que impeçam o acesso a qualquer lugar.

Rampas, plataformas e elevadores facilitam a locomoção dentro e fora das estruturas, mas devem estar disponíveis todo o tempo e não podem exigir um deslocamento ou afastamento dos outros acessos. A passagem deve ser, também, uma rota de fuga próxima a todas as áreas, sem dificultar a saída.

No caso de rampas, a inclinação deve ser pequena, com largura mínima de 1,20 m, piso antiderrapante, patamares no início e no final, além de corrimão duplo para apoio e suporte.

3. ESCOLHA CORRETA DOS REVESTIMENTOS

O arquiteto e o decorador têm papel fundamental na escolha dos acabamentos finais. Um bom projeto garante que os pisos tenham uma textura minimamente abrasiva e antiderrapante, por isso, evite pisos polidos e de pedras.

Aposte em pisos naturais ou rústicos, mais resistentes, com rejunte menor e mais práticos de limpar. Não se esqueça da instalação de sinalizações táteis nos pisos, principalmente nas calçadas e no interior de edifícios comerciais.

4. ATENÇÃO ÀS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E HIDRÁULICAS

Fios desencapados e soltos, falta de iluminação, tomadas e pontos de eletricidade muito baixos (ou muito altos), torneiras difíceis de manusear e pias e vasos em alturas inadequadas são alguns dos problemas mais comuns.

As principais orientações para engenheiros e arquitetos são: as tomadas devem ficar a 45 cm do chão e os interruptores a, no mínimo, 90 cm do chão. Já as bancadas com torneiras devem estar a 85 cm do piso, em média. A instalação de pias e vasos no banheiro deve ser acompanhada de suportes e barras de apoio em qualquer construção.

Valorize a iluminação natural, evite o escurecimento total do lugar e selecione lâmpadas e luminárias difusas e não ofuscantes. Não se esqueça de garantir também iluminação em caso de emergências.

5. ESCOLHA DOS MÓVEIS, ARTIGOS DE SINALIZAÇÃO E DE DECORAÇÃO

O ambiente acessível pode contar com vários detalhes e adornos para deixá-lo charmoso e único.

Entretanto, cada escolha deve ser muito bem avaliada. Tapetes, por exemplo, são itens incríveis, que fazem diferença na decoração. Mas são pouco práticos e dificultam a mobilidade por serem soltos, apresentarem uma diferença em relação ao piso e, muitas vezes, impedirem a movimentação de rodinhas.

Os objetos mais leves e soltos são perigosos por serem facilmente manuseados e pouco estáveis. Os artigos mais indicados são aqueles que possuem cores e texturas diferenciadas, que contrastem com o piso e mobiliário. O estilo industrial e o minimalista se encaixam muito bem aqui!

Elevador para acessibilidade

6. INVISTA NA TECNOLOGIA E NA AUTOMAÇÃO

A tecnologia é um fator que veio para auxiliar a vida cotidiana, e o ramo de automação, além de cada vez mais comum, oferece instrumentos que deixam os ambientes mais acessíveis e confortáveis.

Esses aparelhos promovem a segurança e a autonomia dos usuários, por meio do uso da voz, da biometria, de telas e de painéis que facilitam o controle de iluminação, de climatização, o movimento de portas e janelas, entre outros.

Percebeu como a acessibilidade na arquitetura depende de poucos ajustes? A proposta é facilitar e possibilitar o uso dos espaços por todos!

 

Fonte: ArchTrends PortoBello – archtrends.com

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